domingo, 9 de maio de 2010

Estrelas.

Deito-me observando a imensidão ao meu redor. Azuladas, amareladas e esbranquiçadas, as estrelas me fitam. Elas têm a resposta. Através do céu, espalhando brilho e felicidade em este e outros mundos. Tão sonhadoras e tocáveis... Eu as agarro, fecho minha mão em volta delas. Quero as luzes só para mim. Quero as respostas, quero que me contagiem e me corrijam, quero ser perfeita, quero imita-las. Serão minhas professoras. Criarei uma passagem para o céu, só eu terei acesso. Vou viver milhões de anos, encantar milhões de pessoas, iluminar milhões de céus, guiar milhões de fracos marinheiros, serei a inspiração de trouxas poetas, serei vista e vangloriada até mesmo depois de minha linda e indolor morte. Aguardem, lindos e hipócritas mortais, pois eu terei brilho próprio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário