quinta-feira, 29 de julho de 2010

O terceiro olho.

Eu posso entrar? 
Só depois que você parar de dizer “eu”? 
Posso entrar? 
Você continua sendo primeira pessoa. 
O que eu tenho que fazer, afinal? 
Parar de falar “eu”? 
E como eu faço isso? 
Tá fazendo de novo. 
Ai, ai, ai. 
Você está muito focada na sua dor. 
Quem, eu? 
Lá vem você com “eu” de novo. 
Como eu faço pra não falar “eu”. 
Sem comentários. 
Melhor eu voltar outro dia? 
Sem comentários. 
Olha, eu to me esforçando, senhor monge. 
Sem comentários. 
Eu volto outro dia. 
Sem comentários. 
O seu problema é comigo? 
“Comigo” é o mesmo que falar “eu”. 
É ou não é comigo? 
Melhor mesmo você voltar outro dia. 
Mas eu não quero. 
Sem comentários. 
Eu não posso, tenho várias coisas pra fazer e arrumei esse tempinho para meditar hoje, quebra meu galho? 
“Meu” também não pode, é pior do que “eu” e “comigo”. 
Meu Deus! 
Sem comentários em dobro. 
Enfim, to indo. 
Tudo bem. 
Mas eu realmente quero entrar em contato comigo e descobrir o meu verdadeiro eu. 
“Eu”. “quero”, “comigo”, “meu”. Volte outro dia. 
Enfim, o melhor que eu faço então… 
É defintitivamente voltar outro dia. 
Mas eu quero ficar!!!! Eu quero ficar!!! 
Sem comentários!!! Sem comentários!!! 
Olha, caro monge, porque você não vai se fu… 
Pode entrar. 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

sempre com você!

Com você eu sei me sinto forte, com você não temo a minha sorte, e eu sei que isso veio de você.. (8)

Eu te amo muito amiga.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Em paz.

Hoje eu estive em israel, e visitei vários lugares históricos de lá.
Tá, é mentira, mais eu achei super chique começar esse texto assim. Mais eu estive em um lugar santo, e isso não é mentira. E nossa, como eu gosto daquele lugar! Lá, eu me sinto completamente, plenamente, em paz. Porqe a paz esta lá, e eu pude ve-la, pude contemplar, a paz estava lá, na minha frente, e eu fui previlegiada, fui chamada, e escolhida, e posso pegá-la. E eu não tenho palavras pra agradecer, é mágico o que Ele me permite sentir. Hoje eu tenho certeza: Eu quero me afastar de tudo que me afaste de ti, Jesus.

sábado, 24 de julho de 2010

De energia presa num interesse congelado que grudei nos seus olhos, ainda me pergunto se minha clareza não te cegou. Minha energia em potencial, louca para cair de um longo prédio de andares divertidos e morrer tristemente no vazio de um fim certo para um sonho improvável, está zerada na espera de um estalar de dedos. 
Estale os dedos e olhe para o chão. Eu estarei ali, arrastada em possibilidades e forte em atração para subir até o andar para o qual você me der asas. 
Sei, como sempre soube desde que tomei noção de minha existência baseada em vôos com horas marcadas para quedas, que vou me estabacar em pedaços mais uma vez. E sei que os juntarei novamente, me jurando preservação. E, assim que estiver inteira, estarei novamente cheia de vontade de sair dando encontrões com o mundo. Este mundo que insiste em inventar leis, regras, juramentos e instituições. E insiste em perder para seres apaixonados que juram, até para Deus, que nada pode ser mais sagrado do que a fidelidade aos hormônios. 

não me agrade.

Sou demais pra mim, me leve embora. Guarde um pouco com você. Não, não traga suas coisas. Leve as minhas. Divida. Sua casa é maior, seu peito, seus anos. Divida comigo eu mesma e já teremos problemas e soluções e motivos para duzentas vidas. Seja eu e por favor veja o que dá pra fazer com isso. Porque eu não sei.
Nunca, jamais, diga coisas absurdamente suas porque quando eu não mais puder me ver em você, acabou. Entende? Se eu não puder me ver em você, não resta nada. Então, não diga, não faça, não opine, não brigue e, principalmente: não me agrade.
 

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Parceragem forte.

Irmandade, compreenção, amadurecimento, carinho mútuo, prioridades reciprocas. mais também, conflitos, brigas, etc. Apesar das complicações e intrigas é dificil ficar sem um amigo. (É dificil ficar sem você) Compartilhar, sofrer, sorrir, brisar... Tudo sendo acompanhado antes de virar memória e motivo de riso. Lembrança sempre vira motivo de riso, aliás tudo vira motivo de riso depois que ja aconteceu. Na hora que sobe pra cabeça só mais fumaça pra nos fazer melhor do que ficamos. Mesmo as dificuldades são pequenas quando estamos juntas, a gente leva, contorna, conserta, arruma, pede, mas a gente consegue sempre com o máximo de esforço. É assim que a gente funciona, parceragem forte. Sempre que precisar e até quando não precisar, sou uma das voluntárias que sempre vou estar aqui. Ou a única voluntária talvez. Mais nunca te deixaria. Confio em você, acredito em você e te amo muito. Não deixe seus olhos se desencaminharem do que é certo, você é abençoada, iluminada. e pra mim, a melhor, e a única. (L)


Comigo (cima) sem migo (baixo) hahaha! (L)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Me demito!

Entrei na sala escura e pequena. Senti uma claustrofobia enorme. Abre aí uma janela, liga o ar, qualquer coisa. Não, tinha que ser jogo rápido. Diga logo ao que veio que eu tenho mais o que fazer. Eu vim pedir demissão. Disse. Já me arrependendo. Mas preferindo isso do que ser demitida por incompatibilidade ao cargo. Ele me olhou, olhou, olhou de novo. Por cima dos óculos. Então você quer se demitir do amor? Isso mesmo, querido chefe coração. Eu quero desaparecer daqui. Quero que você se exploda. Veja bem. Um dia lindo lá fora. Quinhentas coisas pra fazer. E eu presa aqui o tempo todo. Nessa salinha mofada. Trabalhando vinte e cinco horas por dia sem dormir, sem ver a luz do dia e sem ganhar nada por isso. Vivo exausta e abatida. Chega. Isso é trabalho escravo. Você me deve férias há anos. Você sempre me garante que agora, agora finalmente é a minha vez. Vou crescer na empresa. Vou me dar bem. Vou ter aumento. Mas nunca é a minha vez. Vou morrer estagiária se continuar aqui. Sempre que estou saindo pra almoçar, você aparece em minha mesa e me dá papeladas e mais papeladas de angústias e ciúmes. E mais uma vez deixo de comer pra cuidar de você. Sempre que estou saindo pra me divertir um pouco, esquecer o dia desgastante, esquecer que você me suga, esquecer que bato cartão diariamente numa empresa que jamais me valoriza, você aparece e me dá papeladas e mais papeladas de saudades e fidelidades. E nisso os dias passam e não saio do mesmo lugar. Mas olha. Está um dia tão bonito lá fora. E são tantos outros empregos que posso arrumar. Minha bunda, por exemplo, tá precisando de um reforço já faz tempo mas eu nunca apareço. Ela está quase falida. Meu cérebro, coitado, já desistiu de me oferecer mais dinheiro pra me levar daqui. Eu sempre acabo ficando. Escrava sua. Seu explorador desgraçado. Eu quero a demissão agora. Quero viajar com carro conversível e cantar. Quero beijar alguém que você não goste sem ser bipada por você na hora H. Sem ter que voltar correndo pra fazer suas vontades imperantes. Já que não tem final de semana, madrugada ou Carnaval, esse é o jeito. Demissão. Desisto. Me demito. O quê? Aviso prévio. Quem disse? É lei. Tá bom. Aviso prévio. Mas eu te juro, só mais uma semana. Aproveita bem que está acabando. E se você for esperto, metade do que bota banca que é, me contrata antes de me perder pra sempre.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo.

AMIGO:
1. Que ou quem sente amizade por, ou está ligado por uma afeição recíproca a. = companheiro - parceiro.

AMIZADE:

(latim vulgar amicitas, -atis)
s. f.1. Afeição recíproca entre dois entes.
2. Boas relações.

Isso, é o que o dicionário diz. Mais pra mim, vai além, vai muito além. Como amizade caminha lado-a-lado com o amor, é inexplicável, e até mesmo, incompreensível para aqueles que não sente. Eu sinto, eu sei, que tem coisas que eu não faria nem por mim, mais faço por um amigo, uma amiga. Tem dias que eu não quero sorrir, mais eu sorrio pra um amigo, uma amiga.
É essência, é carrinho mútuo, respeito, afinidades, é amor, é idiotices que só ela entende. É base, é solo, sintônia. E é, principalmente (no meu caso) saber que, não importa o que aconteça, as falhas, ou o que quer que seja, eu posso confiar, e ainda que me desse vontade, eu não deixaria de confiar. É inexplicável, porém, é real.

"O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos" Proverbios 15 - 30.


pra você/por você amiga. (L)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mais mulher.

  • Posso te garantir que o verão solitário me deixou mais mulher, mais leve, e mais bronzeada, e que depois de sofrer tanto querendo uma pessoa perfeita, e uma vida de cinema eu só quero ser feliz do jeito mais simples. Hoje o céu ficou bem nublado e estava frio, mais depois abriu o maior sol.

domingo, 18 de julho de 2010

Não dá.

Sabe quando aquele cara te faz rir, tem potencial pra te fazer feliz. Mais você por algum motivo, sente que não é ele, ele é só mais um cara, e não O CARA, sabe? Só eu sinto isso, ou alguém aqui já se sentiu assim também?
Ele pode ser o cara mais lindo do bairro, mais romântico, mais fofo, e que te faça rir como nenhum outro. Mais você sentiu que não é ele, então não dá. Ele te agarrou demais no segundo encontro? - Não dá. Falou o que não devia? - Não dá. Não que eu seja exigente, mais tem coisas que não dá, não dá, não dá!
deixa pra lá, é só caso de inverno..

sábado, 17 de julho de 2010

Gente.

No começo, parecia extremamente fácil, e era infálivel. Eu só tinha que aprender a gostar de gente. É, essas mesmo, essa gente que você vê todo dia por aí, na sua casa, no seu trabalho, nas festas que você costuma frequentar, e até na rua. Eu só tinha que gostar delas. Pra mim, que sou profissional em gostar, foi fácil. Amava um tiquinho aqui, outro tiquinho ali, e por fim, me apegava. Mais eu acho que a ordem era só gostar, mais eu fazia mais que isso, me encantava essa gente.
Depois, o que eu temia aconteceu. Eu tinha que aprender a perder gente. Ai eu digo: é dificil, e como é dificil. Cara, parece que eu tá indo junto um pedaço de mim, e essa parte, até hoje eu não aprendi por inteiro. Mais o que eu queria dizer é que: Eu aprendendo, e estou me saindo melhor do que eu imaginava. Tô vendo gente mudar de lugar todos os dias, gente amada, e não tô mais sofrendo. Tô vendo gente se afastar aos poucos, e o que eu posso fazer? nada. É nada, na verdade eu posso fazer tudo, menos sofrer. E não esta sendo mais tão dificil, descobri que vai ser assim pra sempre, todos os dias na minha estação, vai chegar gente bonita, gente feia, gente que veio pra ficar, gente que vai e quer voltar, gente a sorrir e a chorar, e assim, chegar, e depois partir. É assim, é a lei. Eu não posso mais chorar porisso, porque meio genericamente eu digo pra toda essa gente que elas vão fisicamente, mais ficam marcadas em mim. E acredito eu, que é assim, que se vive com coragem.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Traíra.

Venha, não tenha medo. É só o mar. Não, eu não sei nadar. Eu te ajudo, vem. Confia, vem. Estica a perna assim, abre o braço assim. Respira assim. Vem. Mas eu não sei. Mas eu tô aqui. Olhe meus olhos tão arregalados, como posso guardar mentira aqui? Eu posso cantar pra você, eu posso te segurar, eu posso ficar aqui até você conseguir. Eu não sei. Tá perto. Vai. Solta da borda. Eu sei, você já foi parar no fundo. Mas agora é diferente. Tá mais raso. E eu tô aqui. Eu vim do outro lado do oceano. Eu vim só por sua causa. Vem, larga da borda. Pode vir. Eu vi você como você é e é por isso que estou aqui. Confia. Não sei. Pode vir. Não tem mais ninguém. A borda é para os peixes pequenos. Solta, isso, relaxa a cabeça no meu peito. Você mentiu, não tem fundo. Não tem fundo mas eu te ajudo a flutuar. Você pode. Calma. Afoga um pouco no começo, cansa, desespera. Mas você quer como eu quero? Quero. Então eu te ajudo. Vem. Isso. Segura em mim. Paz. Azul. Agora, você está quase conseguindo. Falta só metade. Você está quase chegando, mas eu vou decepar a sua cabeça pra usar de bóia. Eu também não sei nadar.

Muito amor.


Para os grandes, eu penso. E viro a cabeça pra pensar em outra coisa. É mais feliz gostar, amar é pra quem pode. Mas você ou a vida ou sei lá. Insiste. E então chega enorme. E só me resta rir que nem quando vejo um bebê muito pequeno e lindo. Você ri. Vai fazer o quê? É o milagre maravilhoso da vida e eu ficando brega e cheia de medo e cheia de vontade de te contar tantas coisas e nem sei se você gosta de ouvir meus atropelos. Muito amor. E então fico querendo não trair a beleza. Com você sinto a fidelidade de ser tranquila. Um pacto de paz com o mundo. Pra não me afastar de você quando estou longe. E é impossível então que os martelos do apartamento de cima sejam realmente martelos. E é impossível que as chatices do dia sejam realmente sem solução. E os outros caras, aviso, olha, é amor. É amor. Ainda que eu quisesse, não consigo mais nem um centímetro pra você. Desculpa. O amor é terrivelmente fiel. Porque ele ocupa coisas nossas que nem existem nos sentidos conhecidos. É como tomar água morna depois de ter engolido um filtro inteiro de água geladinha. Ninguém nem pensa nisso. Muito amor. De um jeito que era mesmo o que eu achava que existia. E é orgânico dentro da gente ainda que vendo de fora não pareça caber. O corpo dá um jeito. Minha casca reclama mas incha. Tudo faz drama dentro de mim, ainda que nada seja realmente de surpresa. Sentir isso era o casaco de frio que sempre carreguei no carro. Cansado, abandonado, amassado, sujo, velho. Mas, de repente, tudo isso desistente tem serventia e a vida te abraça. O guarda-chuva do porta-malas. A bolsa falsa do assalto que minha mãe mandava eu ter embaixo do banco do passageiro. Sentir isso são os trocos que você guarda pra emergência. Amar grande é gastar reservas e ainda assim ter coragem pra dar o que não se tem. Amar grande é ter vertigem no chão mas sentir um chamado pra voar. Amar grande é essa fome enjoada ou esse enjôo faminto. É o soco do bem na barriga. É mostrar os dentes pra se defender mas acaba em sorriso. É o sal que carrego no fundo falso da bolsa pra quando eu não aguentar a vida. É o açúcar que carrego junto. É tudo que pode sair do controle. É meu corpo caindo. E as almofadas de várias cores pra me dizer que pode dar certo. É o desespero aconchegante.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Saudadezinha..

Ainda que eu esteja numa fase bacana e sem nós no peito (o que por um lado é ruim pois a paz sempre me dá tédio, e alguns extresse a mais), resolvi embarcar num momento nostalgia.
Não sei se foi o tempo chuvoso, ou o tempo que não ouço um pio vindo de você. Não sei se é porque agora, nesse exato momento, estou ouvindo “I know it’s over”, do Smiths, e olhando fotos suas. Só sei que a noite está pedindo e resolvi fazer uma sessão nostalgia.
Acho normal. Acho perfeitamente normal lembrar com carinho que você sempre dava um jeito de me mandar mensagens em datas festivas. Estivesse você casado ou namorando ou ilhado num templo budista, dava um jeito. Era como se dissesse, sem dizer “eu sei que já faz tempo, mas ainda resta sentimento por você”.
Também me faz bem lembrar que você nunca, nunca, nunca se alterava. Trouxesse o garçom o pedido errado pela terceira vez ou fizesse um playboy qualquer uma tremenda barbeiragem em cima do seu carro. Você nunca estragava nossas noites. Eram tão raros os nossos momentos, você dizia, que eram para ser sempre bons. E de fato sempre eram.
Eu tenho saudade de mil coisas e todas essas mil coisas sempre caem na mesma única coisa de que eu tenho tanta saudade: sua leveza. Você me dizia que jamais iria me cobrar leveza, pois me amava intensa. E me pedia que fizesse exatamente o mesmo, ainda que ao contrário, por você. E eu não obedecia nunca, afinal, pessoas intensas não obedecem.
E assim nós seguimos, por um bom tempo entrecortados, sendo tão parecidos ainda que tão atraídos mutuamente pelos nossos opostos. A gente era parecido principalmente porque topava as coisas mais malucas como, por exemplo, brincar que tinha acabado de se conhecer numa festa, ainda que tivesse ido junto para a festa. E por horas ficávamos nessa bobeira e nenhum dos dois ria. Até que alguém pedia, cansado, “já pode voltar ao normal? É que esta me dando vontade de falar sobre meus medos, e não falo sobre isso com estranhos”.
Eu tenho saudades de tudo. Da gente acordar sua vizinha de tanto rir de coisas bestas, das minhas manias, e seu cabelo sempre bagunçado, da paciência que você tinha com meus 15 dias de TPM, da mania que você tinha de arrumar minhas roupas em cima da cama enquanto eu tomava banho e de quando você apertava os ossinhos das minhas costas no escuro e falava, baixinho: “ai, como essa menina gosta de fazer drama!”.
Não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranqüila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria: leve.

ele;



Ele era o tipo de cara certo na hora errada. Ou então o tipo de cara errado, na hora errada, no dia errado, no mês errado, pra mulher errada, e deu tudo errado. Eu já devia saber que daria tudo errado, mais eu quis arriscar mesmo sabendo. A princípio eu gostava dele, estava me envolvendo, não o conhecia muito bem, mais ele tinha o potencial pra me deixar no mundo da lua. Estava fácil me ganhar - era só fazer tudo pra me perder. E não é que o rapaz fez tudo ao contrário? fazia tudo, literalmente tudo pra me ganhar, extremamente chato, eu diria. Aí não deu, passei a não gostar mais, mania chata de ser bom garoto. Parece estranho, mais as vezes me esnobar funciona, eu gosto das coisas dificies, e isso estava fácil demais. Empurrei, empurrei.. e cheguei a decisão: vou terminar, não queria ser injusta com ele, nem faze-lo de bobo, sendo injusta com ele, eu estaria sendo injusta comigo também. Ele deve achar até hoje que foi fácil falar 'Não te quero, não gosto de você', (se você ainda acha isso, fique sabendo agora que foi mais dificil do que aprender a falar tapibaquigráfo). Eu sabia que podia me arrepender, ele era de dar inveja, toda garota sonha com um cara como ele, mais eu não sonhava, e as vezes eu me odiava porisso. Eu sabia que poderia me arrepender, mais quase nunca isso acontecia, então não pensei em nada, terminei e pronto. Depois, eu confesso, senti um pouquinho, mais bem pouquinho de falta do rapaz, mais passou. Logo eu, que sempre tive mania de ser bem egoísta em relação á homens, por achar que eles só pensam nele, passei a ser assim com eles também, mais não é que o rapaz conseguiu mudar isso? Fez que fez, e no fim, eu estava pensando e mim, e NELE. Ele me ajudava em algebra, raiz quadrada, e uma vez, até quase me ensinou equação de 3°grau, só não me ensinou mesmo, porque eu já sabia, e finji que não sabia, sabe? essa parte agente pula. Hoje, ele é meu amigo, chato e irritante, ora e outra tocamos no assunto de 'eu e você' 'nós' etc. Eu ainda acho que é a hora errada, e que daria tudo errado denovo. Ele continua com a mania de ser bom garoto. E eu? ah, eu sempre me interessei pelo o que me faz tremer, e incontroladamente suar. E aquilo que não acende paixão, ou amor, amor quente, não merece fazer parte da minha biografia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010


Ontem me falaram algo, alguém importante, eu diria. Sabe quando alguém te fala que vai falar algo, e você fica esperançosa achando que é algo bom, e não, não era bom, nem tão ruin assim, mais não era bom. E pior, eu ainda estou naquela tentativa de mudança. E sente só o progresso: Eu quase, quase, mais quase não me magoei, cheguei a implorar pelo acaso, cruzei os dedos, apertei os olhos ao ler aquilo e: calma, finje que é bom dia. Sorria de volta, vai. Não fique magoada garota! Mais toda aquela reza brava foi nula, e como já era de se esperar, me magoei, e mais - Não parei de pensar naquilo. Que bobeira, vontade de me auto-bater!
E as pessoas também não ajudam, insistem em ser pesadas comigo. Principalmente as que eu amo, a mágoa da parte delas é sempre maior. Não dá, assim não dá, assim minha tentativa de mudar vai ser mais do que frustada. É só me falar meia duzia de palavras - não - pensadas, e pronto, mudou todo o esquema. E chegou a parte pior, a parte de chorar, fiz toda aquela cerimônia de segurar o choro, fiz tanta força pra isso, que meus musculos começaram a doer, e aí, eu chorei. Que droga! Vê se pode, tanta coisa pra me preocupar, e eu lá, chorando igual idiota por causa de palavras tolas, e que nem foram tão graves assim, minha razão sabe disso, e mais: minha razão deveria cometer um suicidio, e matar logo a emoção.
Acho que a minha mãe deveria interferir nisso, me defender, sacar a arma pra quem só ameaçasse me magoar. Boa idéia, vou lá chamar ela!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Juliana,

Agora que você está perto de completar 5 anos e começa a conhecer as primeiras letras, chegou a hora de aprender algumas coisas sobre a vida. Está preparada? Então vamos lá. Primeiro, o mundo já existia antes de você nascer (sim, eu também levei um susto quando tinha a sua idade e me dei conta disso). Como assim, para quê? Como na canção de Tom Jobim, para que tanto céu, tanto mar, a onda que quebra e o vento da tarde? Para que tanta inútil paisagem antes de você nascer? Mas é assim que as coisas são, o mundo já existia. E, aliás, já estava uma bagunça danada, quando você chegou.

Ou, pensando bem, talvez não. O mundo recomeçou quando você nasceu: cada criança que nasce é um ponto de partida, ao olhar para as coisas ela as inventa. Por exemplo, você me ensinou que o certo é lagartista, e não lagartixa, e que todas as pessoas têm três papais – o de verdade, o Papai Noel e o Papai do Céu. (Sobre os dois últimos há controvérsias, é bom saber logo. Sobre o terceiro, em particular, você vai levar a vida inteira tentando chegar a uma conclusão – e ora vai pensar uma coisa, ora outra, mesmo que leia muitos livros, que não trazem todas as respostas.

Sobre os livros, você já aprendeu que são a coisa mais importante da casa, mas preciso alertar: não acredite em tudo que eles dizem. Aliás não acredite em tudo que ninguém diz: todo mundo mente um pouquinho - e, às vezes, muitão. Saber reconhecer a verdade e a mentira, o sincero e o falso, nos livros e nas pessoas, é importante. Mais importante ainda é saber que existe certo e errado, embora muita gente negue isso (inclusive quem devia dar exemplo).

Exemplo também nem sempre é bom, e os melhores nem sempre são os mais fáceis. Com os conselhos, acontece a mesma coisa, mas não porque se fosse bom se vendia: ao contrário, aquilo que é bom de verdade não se vende nem se compra, nem se guarda, mas se transmite, se dá e se recebe. De qualquer forma, errar é inevitável, mas voltar atrás não: não tenha vergonha de pedir desculpas, nem de perdoar. E não deseje o mal de ninguém, deseje apenas distância de quem fizer mal a você. Por fim, não conte nunca com o ovo dentro da galinha, exija muito de si e espere pouco dos outros.

Ler e escrever cartas é legal porque é uma forma de estar perto mesmo quando se está longe. Guarde com carinho esta primeira cartinha (que não é de papel e tinta, como convém a uma nativa digital como você) e a leve (me leve) pelo seu caminho. Porque, mais importante que tudo que eu escrevi até agora, é saber que todo caminho sozinho é nada, é nada, é nada.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Colabora, pô.


Eu olho pra sua tatuagem e pro tamanho do seu braço e pros calos da sua mão e acho que vai dar tudo certo. Me encho de esperança e nada. Vem você e me trata tão bem. Estraga tudo. Mania de ser bom moço, coisa chata. Eu nunca mais quero ouvir que você só tem olhos pra mim, ok? E nem o quanto você é bom filho. Muito menos o quanto você ama crianças. E trate de parar com essa mania horrível de largar seus amigos quando eu ligo. Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar, basta fazer tudo pra me perder. E lá vem ele dizer que meu cabelo sujo tem cheiro bom. E que já que eu não liguei e não atendi, ele foi dormir. E que segurar minha mão já basta. E que ele quer conhecer minha mãe. E que viajar sem mim é um final de semana nulo. E que tudo bem se eu só quiser ficar lendo e não abrir a boca. Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode. Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho. Pior é que vicia. Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Veja se pode. Anos nos servindo de capacho, feliz da vida, e aí chega um desavisado com a coxa mais incrível do país e muda tudo. Até assoviando eu tô agora. Que desgraça. Ontem quase, quase, quase ele me tratou mal. Foi por muito pouco. Eu senti que a coisa tava vindo. Cruzei os dedos. Cheguei a implorar ao acaso. Vai, meu filho. Só um pouquinho. Me xinga, vai. Me dá uma apertada mais forte no braço. Fala de outra mulher. Atende algum amigo retardado bem na hora que eu tava falando dos meus medos. Manda eu calar a boca. Sei lá. Faz alguma coisa homem! E era piada. Era piadinha. Ele fez que tava bravo. E acabou. Já veio com o papo chato de que me ama e começou a melação de novo. Eita homem pra me beijar. Coisa chata. Minha mãe deveria me prender em casa, me proteger, sei lá. Onde já se viu andar com um homem desses. O homem me busca todas as vezes, me espera na porta, abre a porta do carro. Isso quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Pra piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois de trinta anos me relacionando só com homens obcecados por amores antigos, agora me aparece um obcecado por mim que nem lembra direito o nome da ex. Fala se tão de sacanagem comigo ou não? Como é que eu vou sofrer numa situação dessas? Como? Me diz? Durmo que é uma maravilha. A pele está incrível. A fome voltou. A vida tá de uma chatice ímpar. Alguém pode, por favor, me ajudar? Existe terapia pra tentar ser infeliz? Outro dia até me belisquei pra sofrer um pouquinho. Mas o desgraçado correu pra assoprar e dar beijinho.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ELE é seu;

Não deixe que sua chama
se apague com a indiferença. Nos pântanos desesperançados do ainda não, do agora não. Não permita que o herói na sua alma padeça frustrado e solitário com a vida que ele merecia, mas nunca foi capaz de alcançar. Podemos alcançar o mundo que desejamos. Ele existe. É real. E é seu.

quarta-feira, 7 de julho de 2010




Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.

terça-feira, 6 de julho de 2010



Eu já devia saber - se eu soubesse não me causaria dano algum, mais o "se eu soubesse" só vem depois, e tarde. E eu já devia saber, que ser humano é ingrato, rude, e pouco se importa, e estão certos, assim eles não se machucam. Certos momentos eu acho que devo ter caido de outra galaxia muito distante e me perdi por aqui, vim de uma galaxia de pessoas sensíveis, e como eu odeio, odeio essa sensibilidade. É tanta sensibilidade que um abraço não dado já me deixa pra baixo. Se eu pudesse escolher, no meu mundo não existiria dores, mágoas, sensibilidades - não mesmo. Mais não tive, e não tenho poder de escolha, e sendo assim, resolvi mudar: Me importar menos talvez resolva o problema, mais eu tenho medo, de só piorar, mais é preciso tentar, e eu vou tentar. Se me encontrar e notar diferença, já sabe, cansei, cansei de pessoas que não se importam. E já que eu não posso com elas, vou me juntar á elas. Não era a minha vontade, mais preciso pensar em mim, porqe ninguém vai fazer isso por mim. Tem coisas que são necessárias.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hora de mudar..

Eu tomei uma iniciativa, que pode mudar os meus dias completamente, ouvi dizerem que não mudamos quando nosso melhor amigo muda, quando nosso patrão muda, quando nossa familia muda, aprendi que mudamos quando nós mesmo mudamos, é, simples assim. A partir de então, resolvi mudar; Mudanças me assustam, sempre me assustaram, mais essa mudança á qual relato será completamente para melhor. Vou criar barreiras contra palavras que vá mecher com o meu interior de forma negativa, vou criar escudo contra mágoas, contra tudo que não vá me fazer andar pra frente. Vou esperar pouco, quase nada das pessoas eu diria, pessoas são pessoas, amáveis ou não, são iguais, e não são obrigadas a atender a expectativas. Vou amar com intensidade, vou sorrir com intensidade, vou chorar com intensidade, vou viver com intensidade. Não vou mais deixar cair nem uma gota de vida, vou beber tudo até o ultimo gole. E pra dentro de mim, só vai entrar o que vai me fortalecer, e me fazer crescer.. e o resto, me desculpa, mais eu não vou me importar mais.

No fim das contas, tem algumas coisas que você apenas não consegue não falar. Algumas coisas nós não queremos ouvir, e outras coisas que falamos por não conseguirmos mais nos silenciar. Algumas coisas são mais do que você diz, elas são o que você faz .Algumas coisas você diz porque não tem outra escolha. Algumas coisas você guarda só pra si.Mais aqui vai a verdade sobre a verdade: ela machuca - Então, a gente mente.